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quarta-feira, 23 de março de 2016

Mais de 1 mês após morte de bebê em UPA, pais ainda aguardam laudo

23 de março de 2016

Paulo Lucas morreu no início da manhã de segunda na UPA de Rio Branco
Após mais de um mês da morte do pequeno Pedro Lucas Muniz, a família ainda aguarda o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML) para saber a causa da morte da criança.

Pedro Lucas morreu no dia 15 de fevereiro após fazer nebulização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no 2º Distrito de Rio Branco. A família acredita que houve negligência médica e diz que pretende processar o Estado pela morte do bebê.

Ao G1, o diretor-geral do Departamento de Polícia Técnico-Científico (DPTC), Haley Vilas Boas, informou que o laudo da necropsia deve ser liberado no próximo dia 29, mas o departamento vai esperar o laudo cadavérico para ter uma resposta mais precisa sobre a morte da criança.

"Tinham dado um prazo de 10 a 15 dias. Fui lá quando acabou esse prazo e uma atendente disse que tinham adiado para 45 dias e que o médico iria encaminhar o resultado para a delegacia. É uma espera dolorosa", detalha a mãe do bebê, Meury Muniz.

Ainda segundo a mãe, a família pretende entrar na Justiça contra o Estado só apóster em mãos o laudo da morte da criança. "Disseram que a gente tem que aguardar e é o que estamos fazendo. Desejamos justiça e que essa justiça seja feita", conta Meury.

Sobre os dias sem o filho, a dona de casa diz que prefere não falar sobre o assunto porque não tem palavras para descrever a falta que a criança faz. "É difícil falar sobre isso. Tem tão pouco tempo ainda", limitou-se a dizer.

Material biológico será analisado por outro laboratório
De acordo com Vilas Boas, foi colhido sangue, urina e suco gástrico da criança para análise. Esse material foi encaminhado ao Laboratório de Análise Forense da Polícia Civil da capital acreana, mas  não foi possível precisar se há ou não medicamento no material biológico colhido, por falta de instrumentos adequados.

"Como análises dessa natureza não fazem parte da rotina, solicitou-se na Secretaria de Estado de Polícia Civil a compra desse insumo específico. Parte dessa amostra irá para outro laboratório, com outra metodologia e tecnologia, que vai compartimentar e dar um resultado. O processamento do laudo cadavérico tem 10 dias para sair, mas devido a complexidade do caso, o médico pediu prorrogação de mais 30 dias", conclui o diretor.

Entenda o caso
Pedro Lucas Muniz, de três meses, morreu no dia 15 de fevereiro, após fazer nebulização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no 2º Distrito de Rio Branco. A declaração de óbito apontou que a criança morreu de "parada cardiorrespiratória desconhecida".

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) afirmou no dia 17 de fevereiro, queabriu processo administrativo para apurar a morte do bebê. A investigação é feita pela Secretaria Adjunta de Atenção à Saúde e com parceria da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC).

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