20/12/2016

Jornalista boliviano denuncia suposta rede de prostituição envolvendo acreanas no país vizinho

Por | - 19:30

✍🏻Da redação ODN - Os Donos da Notícia

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016

Como sempre as jovens são iludidas com ofertas de empregos como babá, camareiras, modelos e outros trabalhos, mas quando chegam à cidade boliviana se deparam com a protituição

O site de notícia Sol de Pando, localizado na cidade de vizinha de Cobija, capital do Departamento de Pando, que faz fronteira com o Acre, divulgou uma extensa matéria falando de uma rede de prostituição que envolveria autoridades da Bolívia, empresários e ‘coiotes’ que recrutam meninas no lado brasileiro.

Mensagem dirigida de Cobija ao chefe da imprensa de ANF na noite do dia 6 de maio/Foto: Reprodução.

A matéria traduzida e publicada pelo site O Alto Acre denuncia envolvimento também de uma deputada de Pando e um Ministro do governo com uma rede de prostituição que já se estende em cidades bolivianas como Santa Cruz, La Paz e Arica. A crise econômica seria um fator que deixaria as mulheres de classe média vulneráveis e também em busca de viver com um pouco de luxo.

O que a maioria não sabe é que essa “alternativa” para sair da crise não passa de uma armadilha para cair na prostituição, envolverem-se com o narcotráfico e servirem como ‘mulas’ tentar levar drogas para a Europa.

A matéria mostra ‘print’ no qual denunciam que uma deputada teria convocado a imprensa local para expor um plano de trabalho, sendo que a residência funciona atualmente oferecendo serviços sexuais de jovens brasileiras.

A matéria também mostra um rapaz identificado como Mikael Albuquerque, o “Choco”, natural de Rio Branco, sendo apontando como o encarregado de assediar e conduzir as jovens até Cobija, para depois seguir a La Paz, Santa Cruz e Arica.Como sempre, as jovens são iludidas com ofertas de empregos como babá, camareiras, modelos e outros trabalhos. Sendo que quando chegam à cidade boliviana percebem que tinham que trabalhar como prostitutas. As que não aceitavam teriam ficado“em situação de mendicância na cidade de Cobija, que faz fronteira com Brasileia. Algumas chegaram aqui psicologicamente abaladíssimas. Outras com sequelas físicas, doenças sexualmente transmissíveis. Algumas até sabiam que iam para prostituição, mas não achavam que seria tão perverso”, contam.

Em uma das fotos aparecem belas mulheres posando de biquíni na cidade de Santa Cruz. Uma delas, identificada como Larissa, de 23 anos (nome fictício para resguardar sua integridade física), estava passando por dificuldades financeiras até conhecer o ‘Choco’, que a convenceu a ir para a cidade de La Paz, passando por Cobija, tendo sua primeira parada na casa de “Tia Isabel”.Larissa embarcou para a Espanha levando uma carga de cocaína, mas foi presa e ficou sem dar notícias por um longo tempo aos familiares até reaparecer. O caso está sendo investigado pelas autoridades brasileiras.

Casa de “Tía Isabel” em Cobija, onde se misturam negócios de prostituição e política.

Por trás dessas casas de prostituição, estaria um homem identificado como Franklin Mendonza Doria Medina, além de vídeos de uma inauguração de uma casa chamada “Avalon No Limits” em Santa Cruz, onde as brasileiras realizam apresentações de ‘Strip Tease’ e pode ter ramificações em países vizinhos como Chile e Paraguai.

O jornalista que faz a denúncia, Wilson García Mérida, atualmente se encontra como refugiado no Acre, na cidade de Rio Branco, onde pediu asilo. Segundo ele, está sofrendo perseguições por parte do Governo da Bolívia, pois as reportagens estariam envolvendo um ministro em uma suposta rede internacional de tráfico de mulheres para a prostituição e tráfico de drogas.

Mulheres provenientes de Rio Branco posando em uma sessão de fotos na cidade de Santa Cruz para promover os espetáculos sexuais/Foto: Polícia FederalCom informações do site OaltoAcre.

Fonte: Contilnet
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