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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Família que vive nas proximidades de unidade prisional diz ser prejudicada por bloqueadores de celulares

Anunciados desde maio, os bloqueadores de telecomunicações nas unidades prisionais do Acre estão oficialmente em ação, segundo informações da assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A medida visa impedir a comunicação entre criminosos dentro e fora do espaço, para que novos crimes não sejam ordenados por quem já se encontra privado de liberdade. A reportagem foi feita pela ContilNet.

Contudo, por um lado, a implementação da ação contribui para a questão da segurança pública, efeitos colaterais surgiram nas proximidades do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde (FOC). No último domingo (6), foi relatada para a equipe da ContilNet uma situação inusitada no km 5 da BR-364, a cerca de 500 metros da unidade prisional.

Socorro Barbosa da Rocha relatou situação à equipe da ContilNet/ Foto: ContilNet

Socorro Barbosa da Rocha, de 43 anos, e Maria Barbosa da Rocha, de 66 anos, também conhecida como Dona Conceição, trabalham com a criação e venda de galinhas caipiras na propriedade familiar. As produtoras afirmaram que, desde o funcionamento dos bloqueadores, os membros da família autônoma têm vivenciado falhas nos sinais de celular.

“Existem três famílias morando nessa área de terra, e os celulares não estão funcionando. Nossas vendas sempre foram de números consideráveis, pois as pessoas podem ligar e encomendar a quantidade desejada. Agora, com esse problema, não há sinal”, explicou Socorro.

Área é localizada a 500 metros do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde (FOC)/ Foto: ContilNet

As vendas diárias, segundo dona Conceição, chegavam a 30 frangos, e no fim de semana, existiam épocas em que eram vendidos de 400 a 450 galinhas. Agora, estes números passaram para, respectivamente, 10 e 150. “Os clientes não conseguem entrar em contato, e isso tem nos prejudicado bastante”, disse Conceição.

Procurada pela redação da ContilNet, a assessoria da Sesp explicou que os bloqueadores realmente estão em pleno funcionamento após uma regulagem de 15 dias, mas que, até o momento, nenhum tipo de situação como o da família Rocha havia chegado ao conhecimento do órgão. Foi sugerido que, primeiro, seja feita uma verificação pela empresa de telefonia utilizada pelos membros da família para, caso o problema persista, procurar os representantes da Segurança Pública.

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