05/09/2017

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Estudante morre após tiro dentro de casa em Rio Branco; suspeita é de que ele tenha cometido suicídio com arma do avô

Por | - 08:28

Por Marcos Dione

“Paulinho” morreu na noite de segunda-feira (Foto: arquivo pessoal)

Paulo Henrique Contrera é o estudante de apenas 14 anos que foi encontrado morto na noite de segunda-feira (4) na casa onde morava, no bairro Cohab do Bosque, em Rio Branco. O menor, segundo informações de peritos do Instituto Médico Legal (IML), morreu em decorrência de um ferimento provocado por disparo de arma de fogo. A suspeita é de que ele tenha cometido suicídio. O pai de Contrera, tinha uma boa relação com a mãe dele, que é bacharel em direito, ambos estão em choque com a morte prematura do filho.



O casal já é separado há vários anos, e o menino morava com a mãe, a irmã, a avó e o avô que possue um revólver, arma que pode ter sido usada pelo estudante para tirar a própria vida. Uma conhecida da família, que conversou por telefone com um primo do adolescente, diz que o fato pegou todos de surpresa, uma vez que “Paulinho” como era chamado pelos colegas de escola, não apresentava sinais de que poderia estar sofrendo de depressão. A morte do adolescente aconteceu por volta das 18 horas.


O corpo de Contrera foi recolhido pela equipe do IML e levado à sede da instituição, onde será submetido aos devidos procedimentos e depois liberado para que a família possa realizar o velório. Vale ressaltar, que no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), existe um núcleo que conta com uma equipe de profissionais que identifica os pacientes que dão entrada na unidade por tentativa ou indução ao suicídio. Além de dar assistência médica e psicológica, também é feito um acompanhamento familiar.

Durante o mês de setembro, ações e palestras são realizadas em unidades de saúde para conscientizar profissionais e a sociedade sobre o tema. “O suicídio atualmente é considerado uma epidemia silenciosa. É como se fosse invisível, ainda por questões de tabu. Qualquer ameaça ou tentativa de suicídio deve ser levada a sério. Se for ignorada, uma vida pode ser perdida”, afirma a psicóloga Andreia Vilas Boas, atual coordenadora do Núcleo de Prevenção ao Suicídio.

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