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terça-feira, 3 de abril de 2018

''Wanderley Dantas tinha Razão'' dizem Liberais do Acre


O senador Fernando Collor de Mello, no período que antecedeu o seu impedimento da Presidência da República, repetia um adágio popular que ficou na memória dos brasileiros: “O tempo é senhor da razão”. Acreditava Collor que, passada a turbulência política daquele momento, seu governo seria reconhecido, ou até, o que crime que lhe fora atribuído seria devidamente esclarecido, restabelecendo-se a dignidade de sua inocência. Collor terminou sendo inocentado pelo Supremo Tribunal Federal – STF.
Passados 43 (quarenta e três) anos do término do mandato de Francisco Wanderley Dantas (1971-1974) no Governo do Estado do Acre, podemos recorrer ao adágio popular que fora utilizado por Fernando Collor de Mello quando vivia as agruras do seu impedimento iminente, para admitir que o Governador tinha razão quando quis fazer do Estado do Acre uma economia voltada para o Agronegócio. Efetivamente, no seu caso, “O tempo foi senhor da razão”.
O pré-candidato ao governo do Estado do Acre, Coronel Ulysses, aliado do deputado federal Bolsonaro, já anunciou reiteradas vezes que seu governo dará ênfase ao Agronegócio, como atividade típica de uma sociedade aberta, de livre mercado. O pré-candidato, Senador Gladson Cameli, entrevistado no programa “O Bar do Vaz”, propagou ao povo acreano que seu governo incentivará o Agronegócio, e que a política até agora implantada pelo atual governo (Florestania), está equivocada e levou o Estado ao atraso em que vivemos. 

A surpresa na defesa do Agronegócio vem do pré-candidato ao governo da situação. O atual prefeito de Rio Branco, também já anunciou que dará ênfase ao Agronegócio num eventual governo seu. Que o Agronegócio será contemplado em seu programa a ser registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Enfim, não há mais divergências entre os pré-candidatos ao Governo do Estado do Acre, de que o caminho para desenvolver o estado passa, necessariamente, pelo Agronegócio, como fez o vizinho Estado de Rondônia. 

Depois de uma vintena de anos em que se insistiu na política da “Florestania” para se desenvolver um Estado, resultando em retumbante fracasso, o pré candidato situacionista admite o erro. O equívoco que condenou os acreanos a se atrasarem em relação ao seu vizinho próspero. O Acre virou o primo pobre dentre os Estados da Federação.
Na realidade a ideia da “Florestania” como estratégia de desenvolvimento do Estado se escudava no pensamento (falacioso) do seringueiro Chico Mendes, que assim concebia o progresso do Acre: “Temos na floresta o abacaba, o patoá, o açaí, o buriti, a pupunha, o babaçu, o tucumã, a copaíba, o mel de abelha, que nem os cientistas conhecem. E tudo isso pode ser exportado, comercializado. A universidade precisa vir acompanhar a Reserva Extrativista. Estamos abertos a ela. A Reserva Extrativista é a única saída para a Amazônia não desaparecer. E mais: essa reserva não terá proprietários. Ele vai ser um bem comum da comunidade. Teremos o usufruto, não a propriedade”.
Ora, essa experiência de extrativismo já havia sido testada (sem sucesso) pelo Estado do Acre do século XIX até final dos anos 50, do Século XX, quando os seringais entraram em falência, dada a crise da borracha. A única diferença proposta por Chico Mendes, entre o extrativismo do passado com o que ele acreditava como solução, era que os seringais deixavam de ser propriedades privadas, para se tornarem propriedades públicas. A atividade continuava a mesma: extrativismo. Experiência que não deu certo. Isto é, a proposta era de um fracasso anunciado.
Ninguém foi mais caluniado e insultado com sua política de ocupação do Acre com o Agronegócio do que o governador Francisco Wanderley Dantas. Os empresários que convenceu a virem se estabelecer no Acre eram ofendidos, tratados de “paulistas”, mesmo que não fossem originários de São Paulo, no escopo de os depreciarem. Isto é, quem para aqui vinha contribuir com o progresso e criação de emprego e renda, recebia o pagamento da ingratidão. Wanderley Dantas não mais recebeu do povo do Acre um mandato eletivo quando concluiu seu mandato de Governador. Foi condenado ao esquecimento.
E quais eram as estratégias que Francisco Wanderley Dantas utilizou para desenvolver o Acre, criando uma economia de Agronegócio? Explicou numa aula inaugural proferida na Universidade do Acre (criada por ele), ministrada em 17 de maio de 1972:
“Em decorrência dos atendimentos que vimos mantendo no centro-sul do País, grande número de investidores e homens de tradição em pecuária, têm vindo ao Acre conhecer a região, e adquirir terras, com os salutares propósitos de trabalhar conosco no desenvolvimento da região”.
(...)
“Motivando os homens de empresas e de tradição em matéria agropecuária, temos procurado sensibilizar os investidores a implantarem seus negócios no Acre, encontrando grandes receptividades, não só pelo apoio que o Governo lhes faculta, mas, sobretudo, pela visão antecipada do futuro do Acre”.
Enfim, qualquer um dos pré-candidatos ao Governo que se eleger em outubro de 2018, não restará outro caminho para o desenvolvimento do Estado, que não retomar as políticas iniciadas por Francisco Wanderley Dantas, o incompreendido.
“O Tempo é senhor da razão!
Valdir Perazzo – Advogado
Fernando Lage – Empresário
Rodrigo Pires - Empresário

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