A gigante chinesa BYD não dá sinais de abrandamento e prepara-se para agitar o mercado automóvel em várias frentes. As novidades mais recentes chegam-nos através do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China, que acabou de revelar detalhes cruciais sobre uma nova versão de entrada do BYD Han L. Trata-se de uma variante híbrida plug-in que, curiosamente, surge com uma particularidade destinada a reduzir custos: a ausência do sistema LiDAR no tejadilho.
Na prática, a remoção deste sensor — que permite detetar inteligentemente a distância entre o veículo e os objetos circundantes — sugere um posicionamento mais agressivo no que toca ao preço. Contudo, importa salvaguardar que, embora esta versão base dispense o equipamento de série, o sistema avançado de assistência à condução da marca, conhecido como “God’s Eye”, poderá ser adicionado como opcional, permitindo ao utilizador repor essa funcionalidade.
Um híbrido de dimensões generosas
Olhando para os números que circulam no mercado de origem, as versões atuais do Han L oscilam entre os 25.500 e os 31.600 euros (conversão direta). Com esta nova variante, é expectável uma descida de preço, embora ainda não existam dados concretos sobre a comercialização noutras regiões fora da China.
No que toca ao porte, o Han L impõe respeito. Estamos perante um veículo com 5,05 metros de comprimento, 1,96 metros de largura e 1,50 metros de altura, apoiado numa distância entre eixos de 2,97 metros. Estas medidas colocam-no, sem margem para dúvidas, no segmento dos veículos de médio a grande porte.
A tecnologia DM de 5.ª Geração
Debaixo do capô, a aposta recai na tecnologia híbrida DM de 5.ª geração da BYD. O sistema conjuga um motor a gasolina 1.5T (capaz de atingir 154 cavalos) com dois motores síncronos de íman permanente — um dianteiro e um traseiro —, cada um com uma potência de 268 cavalos.
Os dados homologados pelo MIIT indicam performances impressionantes para o segmento: uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,9 segundos e uma velocidade máxima de 200 km/h. A alimentar todo o sistema elétrico está uma bateria Blade (fosfato de ferro-lítio) com 29,5 kWh de capacidade, o que deverá garantir uma autonomia em modo puramente elétrico a rondar os 145 km.
O Futuro da Série “Ocean”: O que esperar para 2026
Enquanto o Han L reforça a oferta atual, a BYD já desenha o futuro a médio prazo. A marca confirmou, durante o evento “Ocean Day”, a chegada de novos modelos topo de gama previstos para o primeiro trimestre de 2026: o Seal 08 (berlina) e o Sealion 08 (SUV).
Apesar de a marca manter o secretismo quanto a preços e especificações finais, as primeiras imagens sugerem um posicionamento premium. O Sealion 08, em particular, apresenta linhas que lembram a robustez de um Range Rover, aproximando-se do design do Denza N8L, da submarca de luxo do grupo. Sabe-se que será maior que o atual Sealion 07 — que tem dimensões semelhantes ao Tesla Model Y —, consolidando a aposta da BYD em segmentos superiores.
A Renovação da Dinastia: Tang 9 e Han 9
Paralelamente à série Ocean, a linha “Dynasty” também prepara a sua revolução. A BYD planeia lançar, ainda na primeira metade deste ano, os novos navios-insígnia Tang 9 (SUV) e Han 9 (berlina). Recentemente, uma unidade do Tang 9 foi avistada na China sem qualquer camuflagem, revelando um detalhe que contrasta com o Han L de entrada mencionado anteriormente: a presença visível de um sensor LiDAR no tejadilho.
Este pormenor praticamente confirma que o Tang 9 virá equipado de série com o mais recente sistema de ajuda à condução (ADAS) e outras funcionalidades de luxo. Será um SUV de grandes proporções, ultrapassando os 5 metros de comprimento e os 2 metros de largura, com capacidade para três filas de bancos. À semelhança da restante gama, estará disponível tanto em versão 100% elétrica como em híbrido plug-in, reforçando a estratégia da BYD de oferecer soluções para todas as necessidades de mobilidade.