A Apple continua a redefinir as dimensões dos seus ecrãs e a testar os limites do design. Em 2020, o mercado conheceu o iPhone 12 mini, um smartphone incrivelmente compacto e poderoso, mas cuja bateria deixava muito a desejar. Era a resposta óbvia para quem procurava um bom telemóvel de dimensões reduzidas. Consciente das falhas, a gigante de Cupertino não baixou os braços e decidiu dar uma segunda oportunidade ao formato. Lançado em 2021, o novo iPhone 13 mini chegou para provar que é possível ter o melhor de dois mundos.
O regresso do pequeno guerreiro
Apesar do sucesso comercial do modelo anterior ter levantado algumas dúvidas, a Apple avançou com melhorias transversais a todos os aspetos do dispositivo, agora equipado com o iOS 15. A nível estético, quem olhar de repente quase não nota diferenças. O corpo mantém a elegante combinação de vidro e alumínio, apostando no mesmo design retangular de arestas angulares e bem definidas. O preço em Portugal também estabilizou, arrancando nos 829 €.
A verdadeira pista visual de que estamos perante um novo modelo encontra-se na traseira, com as duas lentes da câmara a adotarem uma disposição em diagonal. Na parte frontal, a famosa “notch” (ou monocelha) foi reduzida, libertando algum espaço útil no ecrã, embora continue presente. Na base do telemóvel, continuamos ligados pela tradicional porta Lightning, adiando uma vez mais a transição para o USB-C.
Melhorias essenciais e um ecrã de encher o olho
Debaixo do capô, as novidades são de peso. O cérebro da operação é o novo processador A15 Bionic, acompanhado por uma câmara principal que integra agora um sensor de maiores dimensões. Curiosamente, a lista de trunfos inclui também conetividade por satélite para situações de emergência (SOS). Mas a grande vitória do iPhone 13 mini está na sua autonomia. O corpo do equipamento está ligeiramente mais espesso, impossibilitando o uso das capas do 12 mini. A razão é simples e muito bem-vinda: acomodar uma bateria com maior capacidade. O valor exato dos miliamperes continua a ser um segredo à moda da Apple, mas a marca promete um desempenho superior, resolvendo o grande defeito da geração anterior.
O ecrã OLED de 5,4 polegadas desenvolvido pela Apple mantém a resolução Full-HD+ (1080 x 2340 píxeis) e o formato 19,5:9, mas atinge agora um pico de brilho de 800 nits. O painel está 28% mais brilhante, sendo perfeito para consumir multimédia com Dolby Vision e conteúdos HDR. Apenas fica a faltar o ecrã ProMotion a 120 Hz, que a marca reserva exclusivamente para os modelos Pro. Tudo corre na tradicional taxa de atualização de 60 Hz.
A viragem para o mercado dos dobráveis
Se o iPhone 13 mini prova que a marca domina a arte de otimizar espaços reduzidos, os ventos da mudança indicam que o futuro aponta noutra direção. Há anos que a Apple observa a concorrência a desbravar o terreno dos telemóveis dobráveis. Marcas como a Samsung, Google, OnePlus e Motorola já lançaram as suas apostas. Ficar na bancada foi uma tática inteligente para deixar os outros lidarem com as gigantescas despesas de pesquisa e desenvolvimento que este formato exige. Contudo, essa inércia parece ter os dias contados.
Os rumores sobre um iPhone dobrável circulam desde 2018, recheados de falsas partidas e previsões de lançamentos para 2020 que, obviamente, nunca se concretizaram. Hoje, o cenário é diferente. Já existem modelos de teste a circular e as fugas de informação são muito mais sólidas, apontando todas as agulhas para o final de 2026.
Engenharia de ponta e um novo batismo
Ainda que a Apple mantenha o silêncio absoluto e os detalhes possam mudar até à apresentação oficial, a imagem do futuro dobrável já ganha forma. Quando aberto, o telemóvel revelará um impressionante ecrã OLED interior de 7,76 polegadas com um rácio de 4:3, colocando-o em confronto direto com rivais como o Samsung Z Fold 7 ou o Honor Magic V5. Fechado, o utilizador terá ao seu dispor um ecrã exterior a rondar as 5,49 polegadas — um tamanho muito próximo do ecrã do próprio 13 mini — concebido para um acesso rápido à câmara e às notificações.
O design promete ser uma obra de arte da engenharia. A estrutura deverá misturar titânio nas zonas críticas de maior desgaste, nomeadamente na dobradiça, e alumínio no resto do corpo para dissipar o calor e manter o telemóvel leve. Fechado, o equipamento terá uma espessura entre 9 e 9,5 mm. Quando aberto, os rumores indicam que emagrecerá para menos de 5 mm. Seria o dispositivo iOS mais fino de sempre, ainda que não bata recordes face aos dobráveis mais extremos do mercado. Por razões de arquitetura interna, e para evitar a passagem de cabos pela dobradiça, os botões de volume vão mudar-se para a lateral superior direita, acompanhando a nova localização da motherboard.
Um último detalhe prende-se com o nome. Embora o público o chame de “iPhone Fold”, o analista da Bloomberg, Mark Gurman, indica que a Apple poderá batizá-lo de “iPhone Ultra”. Esta manobra faria parte de uma estratégia mais abrangente para unificar os produtos mais premium da empresa sob uma única etiqueta de excelência.